Volver
Uma entrevista com Carmem Maura e Pedro Almodovar, recomendo!
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Vamos vamos vamos...
" Em "Volver", Pedro Almodóvar regressa a um dos seus temas de eleição – as mulheres - e volta a trabalhar com duas das suas actrizes fétiche: Carmen Maura e Penélope Cruz.
A primeira, actriz maior da cinematografia espanhola, regressa ao grande ecrã depois de um interregno de 17 anos, no trabalho com o realizador, e de alguns desentendimentos. O 16º filme assinala ainda o regresso do cineasta ao registo de comédia, à sua La Mancha natal e às histórias no feminino. Aqui, homem não entra, ou melhor dizendo, não existem personagens masculinos de relevo.
Esta é a história de cinco mulheres que têm uma relação familiar, e o guião é o relato de uma família rural, de La Mancha, que vem para Madrid tentar sobreviver" descreveu o cineasta, numa conferência de imprensa, em Madrid. n
O realizador explicou também que a película envolve três gerações de mulheres e é "uma espécie de Indiana Jones caseiro, de aventuras de uma família".
Carmen Maura é a personagem central desta história, uma avó moderna e alegre, recém-falecida, que regressa vívida e ainda quente para tagarelar com as filhas e com elas arrumar assuntos mal enterrados.Penélope Cruz é uma das suas filhas, Raimunda, uma mulher que as dificuldades da vida tornaram azeda, e também a mãe adolescente de uma jovem (Yoana Cobo), com quem mantém uma relação péssima. A grande novidade deste argumento é a figura da vizinha, desempenhada pela actriz Blanca Portillo. n
Uma entrevista com Carmem Maura e Pedro Almodovar, recomendo!
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Vamos vamos vamos...
" Em "Volver", Pedro Almodóvar regressa a um dos seus temas de eleição – as mulheres - e volta a trabalhar com duas das suas actrizes fétiche: Carmen Maura e Penélope Cruz.
A primeira, actriz maior da cinematografia espanhola, regressa ao grande ecrã depois de um interregno de 17 anos, no trabalho com o realizador, e de alguns desentendimentos. O 16º filme assinala ainda o regresso do cineasta ao registo de comédia, à sua La Mancha natal e às histórias no feminino. Aqui, homem não entra, ou melhor dizendo, não existem personagens masculinos de relevo.
Esta é a história de cinco mulheres que têm uma relação familiar, e o guião é o relato de uma família rural, de La Mancha, que vem para Madrid tentar sobreviver" descreveu o cineasta, numa conferência de imprensa, em Madrid. n
O realizador explicou também que a película envolve três gerações de mulheres e é "uma espécie de Indiana Jones caseiro, de aventuras de uma família".
Carmen Maura é a personagem central desta história, uma avó moderna e alegre, recém-falecida, que regressa vívida e ainda quente para tagarelar com as filhas e com elas arrumar assuntos mal enterrados.Penélope Cruz é uma das suas filhas, Raimunda, uma mulher que as dificuldades da vida tornaram azeda, e também a mãe adolescente de uma jovem (Yoana Cobo), com quem mantém uma relação péssima. A grande novidade deste argumento é a figura da vizinha, desempenhada pela actriz Blanca Portillo. n
"Este é um tributo às vizinhas", afirmou Almodóvar, acrescentando: "Nos meus primeiros oito anos de vida, o pátio da minha casa foi um universo feminino, no qual sempre estava presente a vizinha. (...), um elemento essencial, um exemplo mais da solidariedade feminina que, a nós, homens, sempre nos livrou de muitos problemas". Para completar o quadro de família falta outra mulher: Sole, a irmã de Raimunda, desempenhada pela actriz Lola Dueñas, que tem um salão de cabeleireiro clandestino e que se entretém a falar com mãe - que, por acaso, acabou há uns meses de morrer.Almodóvar revelou ainda algo que muitos dos que acompanham a sua carreira já adivinhavam: "Esta [história] é a continuação de um diálogo interno que tenho com a memória da minha mãe".
n Esta é apresentada como uma história sobre a finitude das coisas, pontuada entre o amor e a morte. É também uma metáfora sobre mulheres abusadas pela vida que, num escape de desamor, desatam a falar com os seus mortos queridos, prática muito habitual na terra natal de Almodóvar. Surreal, barroco, melodramático, contido e verdadeiramente belo, "Volver" é mais uma prova da maioridade deste autor, em tempos famoso por escolher temas polémicos, ambientes negros e bizarros, fazendo questão de provocar. Para além de contar com excelentes interpretações, com um argumento e realização exemplares, o novo filme do cineasta espanhol tem ainda o mérito de conseguir fugir ao sentimentalismo oportunista e de emanar genuinidade. "Volver" é, sem dúvida, uma das suas melhores obras (o que depois de "Tudo sobre a minha mãe" e "Fala com ela" não é dizer pouco) e um filme obrigatório." n
1 comentário:
Adoro e tenho quase todos os filmes do Almodovar. Este vai ser mais uma agradável surpresa.
Recomendo-te o "20centímetros" do Ramon Salazar!
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