terça-feira, junho 30, 2009

GG


É a noticia da semana...pois é os meninos de Gossip já voltaram a gravar a nova season! Ahhhhhhh que bommmm!!! Está quase...está quase ( ou não!)!!! :D

O verão trás com ele o calor, o sol, as peles bronzeadas e os bikinis cada vez mais pequenos. Verão que se preze obriga-nos a já estarmos morenas ainda o mês de Agosto não começou, obriga-nos a usarmos as sandaluchas mais frescas que temos no armário, a tirar as saias mais leves e os tops que compramos especialmente para o calor.
Mas há pessoas que não se dão bem com o sol, umas por alergias e outras porque não gostam do ritual de ficar especado ao sol feito caracol. E aos olhos dos outros, essas pessoas não são normais, é verdade. Existe sempre uma pergunta que é comum a todas essas pessoas "...mas porque é que não gostas de sol ? não compreendo...há lá coisa melhor que o sol ?!"
Eu confesso adoro sol, adoro a energia que o sol nos passa e o ritual de estar entre amigos na praia. Mas não me aguento o dia todo ao sol. Gosto de ter o meu chapelinho de sol e estar descansadinha à sombra a ler um belo livro enquanto os outros se divertem ao sol.
Confesso que não era capaz de viver longe do sol, não me imagino a viver numa Suécia, onde o sol não é predominante nas suas estações do ano.
Adoro o sol, adoro o verão mas também confesso que no final de Agosto já me sabe bem vestir um casaco quente e usar sapatos fechados.

domingo, junho 28, 2009

Descanso....

E finalmente dei por aberta a minha época balnear. Foi num mar especial, num mar que é só meu e dos que gosto. É um mar especial...um local especial. Lá tudo parece perfeito. O descanso, a natureza, o silêncio e o mar. Adormeci e acordei a ouvir o mar, com a luz da manhã o acordar foi mais fácil que o habitual. É bom voltar e vamos voltar!



Uma pessoa passa 2 dias sem vir à net e descobre que o assunto de quase todos os blogs nos últimos dias é o mesmo...a morte do senhor Jackson!

quinta-feira, junho 25, 2009

Fugas Descaradas...


Era considerada por todos uma mulher simpática, inteligente mas reservada. Não se dava logo quando conhecia alguém, para ela a confiança era algo que tinha que ser conquistado e alimentado, caso contrario não os considerava amigos.
Para sua casa só convidava pessoas que eram realmente amigas, e por vezes isso provocava alguns conflitos com os amigos porque lhe diziam que ela tinha que mudar, que assim não conseguiria fazer novas amizades. E ela com ar de pouco preocupada dizia-lhes sempre o mesmo «tenho-vos não preciso de mais ninguém...já me bastam vocês para me atormentarem o juízo...».
Tinha dito algumas desilusões nos últimos anos e por esse facto acabou por se tornar mais reservada. Fazia questão em não recordar as histórias passadas e evitava cruzar-se com as pessoas que considerava estar na sua lista negra.
Em miúda tinha a mania de mudar de passeio, quando se cruzava com alguém que não queria cumprimentar, agora já adulta usava a técnica do chapéu de chuva ( quando chovia) e dos óculos de sol.
O seu querido chapéu de chuva já lhe tinha safado de alguns situações desagradáveis, ex-namorados rodeados dos filhos, amigas que a traíram, casos mal resolvidos. Para todas essas situações tinha sempre o seu chapéu que evitava sempre o contacto visual, baixando a cabeça sempre que havia uma situação perigosa por perto.
Num desses episódios, encontrava-se Júlia, uma amiga de infância de Ana. Júlia ficou espantada com o jeito para fingir que não conhecia as pessoas por quem passava.
- Tu és incrível, finges com uma subtileza incrível. - sussurrou-lhe a amiga
- Ahhh? Estás a falar de quê ? Não estou a perceber - Fazendo-se de parva
- Ohhh que ingénua que você é...eu vi o Francisco a passar com os filhos e tu também viste...
- Qual Francisco ? Não me escondi de ninguém...
- Ainda sentes alguma coisa por ele ? Aiii não posso...tu ainda ficas mexida quando o vês!
- Cala-te, és ridícula... eu com saudades daquele anormal...pleasse...era o que mais me faltava! Podemos continuar ? Não quero chegar atrasada ao almoço.

Ana vivia frequentemente episódios deste género, os amigos chamavam-na à razão e ela sempre a desmentir. Já fazia parte do seu dia a dia. Cruzava-se infelizmente com muita frequência com algumas personagens da sua vida passada que preferia evitar.
Um dos episódios mais caricatos foi passado com um amigo especial com quem andava a sair. Depois de terem passado a noite juntos, foram tomar o pequeno-almoço a um café perto da casa dela. Ao entrarem Ana afastou-se do rapaz e foi cumprimentar um casal:
- Olá Ana, está tudo bem ? - Perguntou uma senhora
- Está tudo bem obrigado e com os senhores ? - Questionou educadamente Ana
- Estamos óptimos...felizmente! Então namorado novo?
- Não, é apenas um colega de trabalho! - Mentiu descaradamente, tentado fugir da situação.
A conversa foi de circunstancia e ela despediu-se formalmente dos senhores e voltou para a mesa onde o rapaz a esperava.
- Então alguém conhecido ?
- Sim! - respondeu friamente
- Parecem simpáticos!
-São.
- Estás a esconder alguma coisa ?
- Não, eram os pais do Manel...
- Manuel ? Aquele Manel...com quem estiveste noiva ?
- Sim...
-Ahhhh bonito...é sempre bom encontrarmos os ex-sogros!

É claro que tanto para ele como para ela o pequeno-almoço já não foi saboreado da mesma maneira. Apressaram-se para sair dali o mais rapidamente possível, sem falar mais do assunto.
Naquele instante só teve vontade de ter o seu chapéu de chuva para se esconder.
«As vezes só me apetecia ir viver para a província e assim evitar estas cenas» falou para si em voz alta depois de se ter despedido do amigo.
Estava a tentar entrar no prédio quando foi surpreendida com uma voz que lhe era familiar atrás de si. Não podia ser a pessoa que estava a imaginar, não podia mesmo. Antes de se virar fechou os olhos e não quis visualizar aquela pessoa. Mas talvez estivesse enganada.


quarta-feira, junho 24, 2009

A Caixa









(...) Depois do vinho, das peonias e das sms's não haviam dúvidas para ela que aquilo só podia ser de alguém que a conhecia muito bem.
Tomou coragem e pegou no telemóvel para ligar ao número de telefone que lhe tinha andado a enviar as ditas sms's.
Chamou, chamou nada, ninguém atendia. Começou a ficar furiosa, com toda aquela situação. Tinha que fazer alguma coisa, não podia passar daquele dia.
Insistiu novamente, mas sem ter esperança que atendessem.
- Olá Rita curiosa....
- Estou a falar com quem ?
- Calma Ritinha, calma!
- Olhe calma estou eu, quero é resolver de vez toda esta situação!
- Oh Rita diga lá que não está a gostar ? Você até gosta de mistérios e de desafios...este foi apenas mais um!
- De onde é que me conhece para achar que me conhece assim tão bem?
- Se lhe revelasse iria estar a estragar o encanto desta conversa.
- Olhe não tenho muita paciência para estes joguinhos, ou me diz quem fala ou então serei obrigada a desligar.
- Tenha calma Rita, calma!

Entretanto a campainha de Rita tocou, foi até à porta enquanto falava ao telefone com o desconhecido.
Abriu a porta e percebeu que não estava lá ninguém, apenas uma caixa quadrada. Puxou a caixa para casa e continuo ao telefone.
- Então recebeu uma encomenda ?
- Como é que sabe ?
- Que falta de imaginação....faça um esforço e pense...
- Olhe não vou abrir, vou deixa-la onde estava e se quiser vir buscar venha.
- Não é preciso reagir assim, a resposta a todas as suas perguntas está dentro da caixa.
- É preciso ter lata, realmente!
- Não estou a perceber...lata porquê? Estou a ajuda-la a descobrir o tal mistério que julga existir e que não existe!

E a chamada caiu, o desconhecido desligou deixando Rita a pensar no que haveria de fazer. Ou abria a caixa e descobria todo o mistério, ou então podia também optar por ignorar tudo e arriscava-se a que os telefonemas continuassem e as entregas de presentes também.
Pensou, pensou e decidiu que iria abrir a caixa.
Pousou-a no chão da sala e colocou-a entre as pernas. Foi buscar uma tesoura e começou a cortar a fita-cola. De lá de dentro sobressaia um tecido cor de rosa que não dava para perceber à primeira o que seria.
Retirou tudo da caixa e percebeu que era um casaco, precisamente aquele que tinha há muito desejado comprar, mas que nunca o tinha feito por achar demasiado caro. Dentro de uma sacola de cetim branco vinham um vestido preto e uns sapatos a condizer. Procurou ainda dentro da caixa se existia algum bilhete, algo que pudesse identificar quem lhe tinha oferecido o casaco. Não era tarefa fácil adivinhar quem seria, pois durante meses, passou pela loja com diversos amigos e podia ser qualquer um. Fazia questão de lá passar para saber se ainda existia algum para mais tarde comprar.
A dúvida permaneceu, na caixa não existia nenhum bilhete, nenhum sinal. (...)



terça-feira, junho 23, 2009

Desafio...


Muitos foram os emails e os comentários a pedir para dar "voz" à criatividade dos leitores(as) e por isso aqui vai...! O desafio é o seguinte...escolham a histórias que mais vos cativou e escrevam a continuação das mesmas. Atenção que há historias que tem sido continuadas por mim mas tem títulos diferentes ( os nomes das personagens mantém-se iguais por isso é fácil identificar!)!
Podem enviar a continuação da história por email, ( que se encontra publicitado no fim do blog) publicarei as vossas histórias e posteriormente vou escolher a minha preferida e dar seguimento à história. Por isso façam favor de deixar a história em aberto, de modo a que eu possa continuar! Quanto a deadlines, para as histórias que já foram publicadas há mais de uma semana, o envio é até 6ª feira, mas historias que foram ou vão ser publicadas esta semana, podem ser enviadas até dia 3 de Julho!
Enjoy!

Será ?


(...)
Andou horas e horas a pensar nas histórias que tinha vivido com Miguel, e o porque de tudo ter terminado tão rápido.
Pensou nos acontecimentos daquela tarde, e começou a procurar nos papeis antigos, a ver se conseguia encontrar o número de telemóvel dele.
Procurou, encontrou a tal agenda que sabia que tinham alguns contactos antigos e descobriu o número dele.
Sentou-se tranquilamente no sofá, cruzou as pernas e marcou o número:
- Estou! - disse do outro lado do telefone
- Estou, boa noite, será possível falar com o Miguel ? - Perguntou Gisela percebendo que não era ele.
- Ahh este já não é o número do Engenheiro, ele agora tem número de telefone confidencial!
- Mas era muito urgente, sou uma amiga de infância, precisava mesmo de falar com ele.
- Lamento minha querida, mas não posso mesmo ajuda-la!
- Ohh que chatice, demorei tanto a encontrar o número e agora não dá em nada.
- Se desejar posso ficar com o seu contacto e peço-lhe para lhe ligar assim que seja possível. Concorda ?
- Mas é claro, que concordo.

Gisela lá deixou o número de telefone e ficou durante horas e hora a olhar para o telemóvel na esperança que ele lhe ligasse. E nada.
Desistiu de conseguir falar com ele e agarrou-se ao computador onde lhe esperava muito trabalho atrasado.
Descarregou os emails e para sua surpresa Miguel tinha-lhe escrito.
" Gisela, não sei qual foi o teu objectivo ao ligares para mim, mas só posso prever que estejas arrependida da figura ridícula que vens a fazer nos últimos dias. Mais do que tudo sempre fui teu amigo, esquece o que se passou e pensa que apesar de termos sido o que fomos éramos amigos. Havia uma relação de confiança e amizade que sempre permaneceu entre nós. E por esse facto, não percebi a tua agressividade nestes últimos dias. Estive a reflectir e acho por bem nos afastarmos, a Maria está para chegar do hospital e não quero maça-la com fantasmas antigos.
Até breve!"


Gisela ficou perplexa com o email e a lata de Miguel falando até para si própria " ...mas desde quando é que eu sou um fantasma ? Desde quanto é que existia uma relação de confiança entre nós? depois de tudo o que me fizeste é claro que não há confiança nenhuma! Get a life.....raios mas porquê, porque é que me apareceste assim de repente e agora pensas "tá tudo bem"! Vai pró raio que te parta...vai morrer longe...era o que mais me faltava.".
Foi até ao quarto de banho, e refrescou a face, sentia-se esgotada, era muita coisa ao mesmo tempo, e ela sem espaço para respirar.
Decidiu responder-lhe ao email com o que tinha acabo de dizer para si própria...eram as palavras, segundo ela, que o fariam de certeza nunca mais dar sinal de vida e o de certeza que ele iria afastar-se para sempre!
Passou a noite em claro a pensar na troca de emails, se tinha agido correctamente mais uma vez, se tinha sido sensata e chegou à conclusão que definitivamente tinha sido o melhor a fazer.
Levantou-se com umas enormes olheiras como já esperava, tomou um duche rápido, enrolou-se no robe e tentou disfarçar com o corrector as olheiras que estavam mais profundas que nunca. Olhou-se ao espelho e disse " bem, o que vale é que este produto faz milagres, parece que dormi um dia inteiro...bem dito sejam as modernices da cosmética". Passou rapidamente pelo frigorífico bebeu um copo de sumo de laranja e tirou uma maça da fruteira e apressada rumou para mais um dia de trabalho.
Deu os bons dias ao senhor Aníbal, subiu no elevador com uma colega de gabinete e deixou cair a pasta mal entrou no seu escritório.
- O que fazes aqui ? - perguntou Gisela.
- Não gosto de situações mal resolvidas, e já me conheces muito bem para saberes disso! - Disse-lhe Miguel
- Olha vou ter um dia ocupado, como sabes tenho uma apresentação para fazer e tenho que finalizar hoje! - Tentou convence-lo Gisela.
- Lamento, mas nada me vai fazer sair daqui sem que as coisas se resolvam entre nós - Disse-lhe convicto
- Diz, e sê rápido! - Respondeu-lhe friamente Gisela
- Só quero que saibas que quando há uns anos te deixei tinha uma explicação, se bem te lembras eu já namorava com a Maria há muitos anos e tu apareceste numa altura que me sentia com dúvidas sobre a relação que tinha com ela, por um lado ela dava-me muita estabilidade mas por outro a nossa relação estava a tornar-se rotineira.
- Estabilidade ? Só se for financeira... - Provocou-o Gisela
- É claro que também foi financeira, como te recordas, não passava de um puto que queria vencer na vida, queria sair do campo e vir para a cidade, queria ser alguém, o meu sonho era ser tratado por engenheiro. E isso quer queiramos quer não só podia conseguir com a ajuda da Maria e do pai dela que sempre me considerou um filho. Não podia deixar para trás um sonho e fugir contigo, não podia. Havia muita coisa em jogo e isso era importante para mim.
- Queres dizer então que eu não fui importante para ti ?
- É claro que foste, caso contrario não estava aqui hoje, não tinha vindo falar contigo hà uns dias. A Maria sempre soube de ti, nunca soube ao certo quem tu eras e de onde tinhas vindo, mas sabia que tinha existido uma mulher na minha vida que me tinha deixado marcas para sempre. Como estava a dizer, com a ajuda do pai da Maria fui para a faculdade, e depois estive três anos a fazer um mestrado nos Estados Unidos e a Maria sempre que podia ia ter comigo. Vivemos praticamente uma relação afastada durante esse período, só estávamos juntos de tempos a tempos. O meu objectivo sempre foi regressar a Portugal e terminar tudo com ela, queria começar a trabalhar e pagar todos os gastos que tinham sido pagos pela sua família para não ficar a dever nada a ninguém. Mas infelizmente a Maria surpreendeu-me e quando regressei a Portugal ela já tinha tudo marcado, umas semanas depois era o nosso casamento. Na cabeça dela e da sua família fazia sentido, já namorávamos há mais de seis anos e aquele era o momento certo. Foram as semanas mais difíceis da minha vida, a minha eterna dúvida se continuava com ela ou se acabava com aquele teatro todo.
- Então e porque é que então casaste se não querias?
- Porque a Maria entretanto engravidou, parece que uma das vezes que ela foi ter comigo engravidou.
- Não sabia que tinhas filhos.
- Calma já chego lá. (...)

segunda-feira, junho 22, 2009

Boas...




Afinal as boas noticias também chegam à segunda-feira! Weeeeeeeeeeeeeeeeee!!!



A cidade...

Eu adoro Lisboa ao fim de semana, consegue-se chegar a todo o lado num pulinho. Consegue-se estacionar sem perder uma hora, e consegue-se aproveitar o que de melhor há por cá!
Este fim de semana, regressamos à Gulbenkian para um almoço apetitoso e muito calorento. O desejo era rumar até ao "Santini" em Cascais, mas com o calor era certo e sabido que íamos demorar uma eternidade a chegar até lá, por isso rumamos até a uma gelataria na expo e soube tão bem!! Para terminar o dia, brincadeiras até as tantas com os sobrinhos que nos deixaram completamente de rastos! Mas temos mesmo que repetir!

sábado, junho 20, 2009

Baile de Verão...


Não há nada como um bom bailarico em pleno verão. O calor convida a um pezinho de dança, então se juntarmos a bela da sardinha assada, e o belo do arraial, está tudo mais que perfeito para uma grande noite!

E ontem assim foi...lá fomos dar um pezinho de dança, gastar os últimos cartuchos dos santos populares e rir, rir muito!

Foi realmente um grande grande bailarico! ohhh se foi! P'ro ano 'tamos lá!

Sons de Sábado...



Impossível não pensar em calor e não pensar nestes grandes senhores da musica cubana!

Bommmm Sábado!

sexta-feira, junho 19, 2009

O jogo...


- Gostava de te olhar nos olhos e conseguir seriamente ler o que por ai vai, sem ter que me justificar e sem ter que "bater à porta" antes de entrar. Gostava de saber o que sentes e o que pensas quando te rejeito, e quando te mando embora. Quando te digo coisas feias e te faço ficar irritado. Gostava de perceber seriamente quem tu és quando eu te deixo realmente fulo. Sem máscaras e sem esconder verdadeiramente quem és. Quer queiras quer não, todos nos escondemos e todos nos controlamos para não sairmos dos carris e para não fazermos má figurante perante o outro. Não és diferente...pois não és mesmo, nem tu nem eu. Revela-te, mostra-me o teu verdadeiro sim, nos momentos bons e maus. Eu preciso saber realmente quem tu és.
- Queres mesmo entrar nesse jogo ?
- É claro que quero, preciso mesmo descobrir-te para te deixar entrar.
- Prometo que vou fazer tudo por tudo para não me controlar, e com o tempo vais descobrir um novo eu!
- Prometes ?
- Está prometido, mas depois não digas que não te avisei que o jogo era perigoso!
- Estou disposta a arriscar!
- Lanças tu os dados ou lanço eu ?
- Tu!
- Estão lançamos!

quinta-feira, junho 18, 2009

Ser o que não se é...


Sentou-se numa das pedras que por ali haviam...quis afastar-se de todos e por segundo ter o seu momento. O momento em que reflectia sobre a sua vida, e sobre aqueles que estavam ao seu lado nos momentos realmente importantes.
Começou por fazer uma lista de pessoas que estavam constantemente ao seu lado, que nunca desistiam dela, que iam até ao fim do mundo por ela. Depois colocou em outra lista aqueles com que tinha dúvidas que fariam algo grandioso por si caso fosse necessário. Na terceira lista apareceram aquelas que sabia que muito dificilmente se levantariam da cama para a ajudar se fosse preciso.
Nunca se tinha dado ao trabalho de reflectir realmente sobre as pessoas que considerava amigas. Para ela todos os que lhe eram familiares ela considerava amigos. Acreditava que as pessoas eram todas honestas e fieis até lhe provarem o contrario. Custava-lhe superar maldades de amigos, e isso fazia com que com o passar dos anos fosse considerada pelos outros como negativa.
Aquele tinha sido o momento em que tinha reflectido profundamente sobre si, e sobre os seus erros enquanto amiga, namorada, filha, irmã, profissional. Foi o momento em que deu por si a reviver momentos já arrumados há muito nas gavetas, mas que afinal não estavam assim tão arrumados.
Numa discussão recente com uma colega ouviu um "és uma infeliz, e queres passar a imagem de uma mulher segura que não és..." e de repente todas as certezas daquilo que era e que mostrava aos outros, podia não ser o seu verdadeiro "eu".
Teria ela vivido quase 34 anos com uma mascara e com uma personalidade na qual agora questionava ?
Aumentou o som da musica do ipod e respirou fundo. Concordou que haviam alguns comportamentos que tinha que mudar, não exigir tanto dos outros e não cobrar, seria meio caminho para evitar determinados atritos que por vezes se revelavam sem importância aos olhos dos outros.
Decidiu que iria deixar de cobrar dos outros, e viver mais para si própria. Decidiu que aquele era o momento da mudança, de procurar aquilo e aqueles que a faziam realmente feliz e não alimentar amizades que não lhe faziam bem.
Desligou a música, retirou o óculos de sol e o vestido de alças que tinha e mergulho nas águas frias que tinha em frente a ela.

quarta-feira, junho 17, 2009

Depois da Coincidência...


(...)
Espantada com a lata dele, apagou a mensagem, "mas quem é que ele pensa que é! Era só o que me faltava, depois de tudo ter feito para esquecer da sua existência, agora aparece-me como se nada fosse, cobarde".
Tentou esquecer por algumas horas o episódio que se tinha passado com Miguel, concentrou-se no trabalho e tratou de organizar uma apresentação que tinha para fazer na semana seguinte no "open day" da empresa, em que tinha que se apresentar perante os colega. Como era nova tinha ainda mais responsabilidade, sabia que a iria olhar de alto a baixo, pois o lugar que ocupava era desejado por muitos, e dificilmente se chegava onde ela estava. A inveja era muita e por isso tinha que dar ao litro para sair vitoriosa da apresentação.
Pediu à secretária que não lhe passasse chamadas de ninguém, inclusive de colegas. Trancou-se no seu escritório até ao final do dia, esqueceu-se das horas e só deu pelo tempo passar quando anoiteceu.
Tentou por inúmeras vezes ignorar o email, mas precisou enviar um relatório ao director e quando abriu o email percebeu que Miguel não tinha desistido de falar com ela. Haviam mais de quinze emails dele, por momentos ponderou apagar e esquecer, mas ele tinha feito o trabalho de casa bem feito, no assunto dos emails lia-se "POR FAVOR RESPONDE-ME A SMS", e " NÃO ME IGNORES DEIXA-ME FALAR CONTIGO" e também "Ainda sentes alguma coisa por mim?". Estando no assunto dos emails, era inevitável que ela não lesse o seu conteúdo.
Era preciso ter realmente muita lata para lhe fazer tal pergunta, mas ela não tinha dúvidas, ou pelos menos achava que não tinha.
Abriu um novo email e escreveu: " Miguel, parece-me que não fui suficientemente clara quando hoje te disse que não queria voltar a cruzar-me contigo, que não queria falar contigo. Não te guardo rancor, mas não te quero perto de mim, o que passou passou, já não significa nada. Foi um acidente de percurso que não voltará a acontecer. Quanto ao passado, a seres um miúdo, sabes tão bem quanto eu que não eras assim tão miúdo como queres transparecer. Eras suficientemente adulto para teres assumido a responsabilidade e aceitares aquilo que estávamos a viver. Mas como já te disse, passou, não quero pensar mais nisso. Concentra-te na tua relação com a Maria e esquece-me."
Acabou de escrever o email e encerrou o computador, arrumou os papeis e vestiu o casaco, despediu-se dos colegas e rumou até ao estacionamento para ir buscar o seu carro.
Colocou a pasta na mala, ligou o carro e puxou a bolsa de cd's que tinha por baixo do banco. Pensou para si "o primeiro que vir vai ser o que vou ouvir..." gostava de fazer esse jogo, caso contrario sabia que ouvia quase sempre o mesmo cd, com esta brincadeira sabia que iria ouvir um cd que provavelmente já não escutava há algum tempo. Abriu a bolsa e apareceu Caetano Veloso "Livro", um dos seus cd preferidos de sempre. Colocou a música "Não Enche" e cantarolou enquanto tirou o carro do parque. Despediu-se do senhor Aníbal, porteiro da empresa, e desejou-lhe um resto de bom trabalho. Quando saiu do parque foi literalmente trancada por outro carro. Apitou, barafustou e a pessoa saiu do carro.
"Era o que mais faltava" disse em voz alta, do outro carro saiu Miguel.
- Não podia deixar as coisas em banho Maria, desculpa gi mas não podia. - disse-lhe Miguel
- Olha, não há nada para falar, enviei-te um email e expliquei tudo...- Disse-lhe a despachar.
- Já li o email...recebi à segundo...achas que não há nada mesmo para falarmos ?
- Não é claro que não há nada...concentra-te na Maria, vai ter com ela e resolve a vossa relação, alias cuida da vossa relação que me parece bastante abalada.
- Mas não há nada para resolver, a Maria é a Maria e tu és tu.
- Ah! piadinha nova ? Só pode. Como é que me podes separar da Maria ? Se nos voltamos a encontrar por causa dela ? Ahhh já percebi, queres limpar a tua imagem mas obviamente esconder da Maria que me conheces, ou talvez não queiras que ela saiba quem eu sou.
- Não é nada disso, não sejas ridícula. A Maria sabe de ti, sabe quem tu foste, quem tu és. São relações diferentes, sem comparação possível.
- Bem estas pior do que eu imaginava. Não sejas patético, com essa historia de relações diferentes, sentimentos diferentes, comigo não cola. Estou cansada a tua ladainha é sempre a mesma, já podias fazer mudar a historinha é que já aborrece.
- Gisela por favor sê racional, e vamos tentar ser civilizados.
- E vamos ser, quando tirares o carro da frente, para eu passar.
- Não vou tirar enquanto não me deixares falar.
- Esquece, isso não vai acontecer!
- É preciso isto tudo ? Já viste o drama que estás a criar ?
- Drama ? Essa é boa...opá ohh Miguel, vai à tua vida e deixa-me em paz por favor...estou cansada, o dia foi estafante não estou com cabeça para mais dramas.
Sem acrescentar mais nada Miguel virou-lhe as costas e desapareceu de carro.
Gisela questionou-se da rapidez com que o demoveu, o que será que lhe tinha dado para desistir tão facilmente ?
Foi para casa e passou a noite a dar voltas, se lhe devia ligar ou não. Agora era ela que se queria explicar, era ela que queria ouvir o que ele lhe tinha para lhe dizer. Mas as dúvidas permaneceram, será que devia ? (...)

terça-feira, junho 16, 2009

Pois então...


Muito se falou ontem do filme e do livro, e que o livro é melhor, que o filme é "linnnnnndo" e tudo e tudo.
Finalmente vi o tão falado "Twilight", é claro que há detalhes que acho que faltam no filme que estão no livro. Confesso que criei mais ligação com eles no livro do que no filme, achei a descoberta deles no livro é mais vincada e quando se deu o beijo no livro foi um aperto. Já no filme, parece que foi natural.
Eu sei que quem lê e depois vê o filme se desilude, mas eu não me desiludi, fiquei à espera de mais da história...e tive obviamente pena quando acabou.
No livro a cena em que Bella vai a casa de Edward pela primeira vez é hilariante, uma das meninas cullen ( já n me recordo se foi a Alice) questionou se Bella iria ser o "snack" deles...foi hilariante a descrição da cena...a cena deles (a da foto) no restaurante onde a empregada se faz a ele à força toda...os pensamentos que ele consegue ouvir deram a cenas muito interessantes no livro, depois também as aventuras deles na fuga do batedor em phoenix foi muito mais descritiva e longa no livro. Mas o filme não podia ter 5 horas não é?!! Bem queriamos!
Mas não me desiludiu em nada! Em Novembro lá estaremos...pelo que já vi do trailler muita agua vai correr....! Agora tenho que tratar de comprar os restantes livritos não é verdade?

segunda-feira, junho 15, 2009

Viciante...

Recentemente num jantar de aniversário alguns amigos aconselharam-me o livro e o filme "Crespusculo" como não sou muito fã de histórias de vampiros fiquei reticente. Ouvi os comentários de quem tinha lido o livro e quem tinha visto o filme e fiquei realmente curiosa.
Na 6ª feira não resisti e aproveitei e comprei o livro...comecei a ler no sábado à noite e devorei-o literalmente ontem o dia todo...foram quase 500 paginas de uma história que nos faz suspirar mas rir ao mesmo tempo. O livro tem detalhes divinais...e confesso que estou cheia de vontade de ver o filme, que me espera hoje ao serão!
Aconselho, porque é uma história que prende do principio ao fim...ahhh já estou curiosa por ler os restantes dois livros!
Amanhã falarei do filme! :D


ADOREI ADOREI ADOREI!

domingo, junho 14, 2009

Chasing Dorota



A empregada mais querida das séries ganhou uma só dela! Mini-série narrada e estrelada por Dorota (Zuzanna Szadkowski), mostra o dia dia da empregada mais admirada do Upper East Side. São apenas 6 episódios disponíveis na web.

Não nos podemos esquecer que Dorota é sem saber uma grande amiga e confidente da Blair. E por isso esta serie promete! Pelo menos enquanto esperamos pelo regresso de Gossip!

sábado, junho 13, 2009

Sons de Sábado...




Bommm fim de semana *

Confessions of a Shopaholic...


Rebecca Bloomwood: When I was 7 most of my friends stopped believing in magic. That's when I first started. Tehy were beautiful, they were happy. They didn't even need any money, they had magic cards.



Adorei o filme, confesso que não estava nada à espera de gostar tanto...achei a Bek uma personagem e tanto, divertida, inteligente...Achei encantadora a história, fútil é certo mas dá para tirar conclusões...não gaste aquilo que não tem, porque se não acaba por ter que vender todo o seu guarda-roupa para pagar dividas! Confesso que estes últimos dias tem-me dado para ver filmes mais lights...ando a precisar...não pensar muito e rir, rir muito! Há épocas assim! Quero mais...
Delicious! Será que vai haver continuação ?

sexta-feira, junho 12, 2009

Ser o que já não se é...


Há coisas que nunca se deviam perder com o passar dos anos. Na infância tudo nos é permitido, ( ou quase tudo) podemos gritar, saltar, desenhar corações e nuvens, calçar sapatos de verniz e meias às bolas sem que ninguém nos julgue. Podemos fazer birras quando alguém nos chateia e sermos logo perdoados, temos sempre desculpa quando não queremos comer e quando não nos apetece vestir determinada roupa. Ser criança permite-nos viver sem medo de sermos julgados pelos outros, permite que sejamos nós próprios sem ligarmos às aparências.
Podemos passar horas e horas a brincar com o mesmo brinquedo, e a desenhar com lápis de cor ou de cera sem sermos chamados a atenção que não estamos a "produzir" o suficiente.
Enquanto crianças gozamos o verão como ninguém, são meses e meses de alegria, de brincadeiras e de novas amizades. Chegando mesmo a ansiar pelo regresso à escola.
Quem não se importava de voltar a ser criança, nem que fosse só por um dia?

quinta-feira, junho 11, 2009

Cineminha...


Ontem foi dia de ver " Cadillac Records" que há muito andava para ver e que tanta polémica criou entre Beyonce e Etta James. Como admiradora de blues que sou, tinha alguma curiosidade em descobrir a história de alguns dos icons da música e perceber como tudo surgiu. Beyonce não me encantou, mas também não me desiludiu, fez o papel normal mas não extraordinario, mas Etta também acaba por ter poucos minutos do destaque no filme e isso influencia obviamente. O que eu julgava ser um filme sobre Etta James acaba por ser um filme sobre o nascimento da musica blues e alguns dos cantores dessa época. Gostei, acho que mais uma vez Adrien Brody faz um papelão, brilhante mesmo.



Na terça foi dia de " I Love You, Man" no cinema. Com o giraço do Paul Rudd que ultimamente tem andado cheio de filmes (brevemente irá estrear um com a dona Eva Longoria PARKER, atenção que a senhora agora já adoptou o Parker...não sei bem porquê...mas enfim...seja!). Sabia que não era um filme que pagasse para ver, mas como foram oferecidos os bilhetes a malta lá foi. Não é um filme brilhante mas deu para rir bastante e para descontrair o que as vezes também é preciso!

Coincidências...


Era um final de tarde típico de inverno. Iria sair do trabalho e apanhar o metro até casa, puxaria o livro que tinha na mala e colocaria os phones nos ouvidos, a viagem iria demorar cerca de 20 minutos e sabia que quando chegasse à sua estação iria dizer para si mesma "Já?!"!
Entrou na estação de metro, olhou para o relógio na parede e esperou que o seu comboio chegasse. Olhou em volta reconheceu alguns colegas da empresa, de outros departamentos. Não os conhecia pessoalmente, mas já se tinham cruzado nos corredores. Reparou numa colega que estava constantemente a olhar para o relógio e para a linha na esperança que o comboio chegasse. Notava-se que estava stressada e muito nervosa, o telemóvel dela não parava de tocar e ela fazia de tudo para esquecer que tinha alguém que queria falar com ela.
O comboio chegou, e ambas entraram em carruagens diferentes. Pegou no seu livro, colocou uma música calma e deixou-se levar até casa.
Tal como tinha previsto a chegada foi rápida, arrumou o livro, e caminhou em passos largos. Queria chegar rápido a casa para puder tomar um merecido banho, e esquecer por algumas horas as preocupações laborais.
Enquanto fazia o caminho de todos os dias encontrou a tal colega que estava com ela no metro, decidiu aborda-la.
- Olá, sou a Gisela do departamento de Marketing...chamaste Maria, correcto ? vi que estavas nervosa no metro, está tudo bem? precisas de ajuda?
- Departamento de marketing? uhm nunca te vi...mas tá bem...
-É normal, sou nova na empresa...só fui contratada hà dois meses é natural que não me conheças!
-Olha estou com pressa, preciso ir...não tenho tempo para conversa fiada.
-Desculpa, só quis ajudar, parecias nervosa.
-E estou, mas nada que te diga respeito.
-Mais uma vez desculpa.
Gisela ficou furiosa, chateada consigo própria por não ter dito umas quantas verdades à colega, sentia-se uma autentica parvinha, por ter permitido uma fulanita qualquer armar-se em superior.
- Cambada de infelizes isso sim, descarregam nos outros os problemas da vida deles...ora esta, era o que mais faltava!
Rapidamente chegou a casa, descalçou os sapatos no Hall, pousou a mala e correu para o quarto para se despir.
Por muito que se esforçasse o episódio com Maria tinha-a deixado transtornada e incomodada. Já tinha percebido que o ambiente na empresa não era o melhor, mas nunca pensou que as pessoas fossem tão cruéis e mal educadas.
Na manhã seguinte, ao chegar ao trabalho passou pela cafetaria e cruzou-se com alguns colegas que tinham todos um ar de caso. Pareciam crianças da escola, a tentarem contar uns aos outros um segredo sem os outros em volta ouvirem. Aproximou-se do balcão e questionou a empregada do que havia de novo para estarem todos ali aquela hora.
- Parece que uma colega sofreu um acidente, segundo ouvi está com uma depressão profunda e a direcção não lhe autoriza a baixa dizendo que é fita dela.
Intrigada perguntou novamente se sabia de que departamento era, ao que a funcionaria lhe respondeu:
-A menina sabe quem é, é da informática, a Maria que é casada com o Engenheiro Menezes.
Por segundo, Gisela julgou estar a alucinar...não podia ser a Maria, mas ao mesmo tempo o comportamento dela no dia anterior estava justificado.
Conseguiu descobrir em que hospital estava internada, e fez questão de lhe enviar flores. Enviou um email ao marido e disponibilizou-se para o que fosse preciso, mesmo sem se conhecerem pessoalmente.
Quando regressou de almoço, a secretaria comunicou-lhe que estava um colega à espera dela na sua sala. Estranhou mas podia ser alguem da comunicação interna, a precisar de alguma ajuda.
- Olá, muito prazer...sou a Gis......o que é que estás aqui a fazer? - perguntou ela
- Eu sabia que eras tu...quando recebi o teu email esta manha.
- Mas eu não te enviei nenhum email, estás enganado...alias já não tenho o teu email...
-É claro que tens...hoje de manhã enviaste-me um email sobre a Maria...
- O que? tu és o engenheiro Menezes? Mas desde quando? de onde vem o Menezes? nunca te conheci com esse nome?
- Casei com a Maria e adoptei o nome dela...
-Não isto não me está a acontecer...tu trabalhas aqui? como é que nunca te vi...
- É normal que nunca me tenhas visto, eu não trabalho neste edifício, estou na sede e muito raramente venho até aqui...só em situações muito esporádicas...como hoje.
- Isto é inacreditável...depois de tudo o que se passou, encontrar-te na mesma empresa e cruzar-me com a tua esposa...é demais.
- Sim de facto é demais...
- Como está a Maria ?
- Não está bem, julgamos que ela tentou pôr fim à vida...apesar de ter sido atropelada tudo indica que ela se atirou para cima do carro. Isto já tinha acontecido anteriormente ela é muito frágil...
- ...pára pára...não quero saber...não quero mesmo saber. Só me interessa se ela está bem, o resto dos detalhes guarda-os para ti.
-Mas Gi porque é que me estás a tratar assim, friamente?
- Tens memória curta...mas eu não. Esquece que te enviei o email...e esquece que trabalhamos na mesma empresa. Sai da minha sala não preciso saber mais nada da tua vida.
-Mas eu gostava de saber da tua...
- Não me faças rir, quando eu precisei de ti viraste-me as costas e agora que estás casado, e tens um casamento problemático é que te interessas por mim. Esquece-me. Sai. Vai embora...vai!
Ele fez-lhe a vontade e saiu da sala. Ela voltou-se para a janela para ver se conseguia vê-lo a ir embora. Fechou a porta do escritório, e sem contar foi surpreendida com as lágrimas que há muito evitava.
Segundos após ele sair, recebeu uma sms dele. " Esquece o passado, eu era um miúdo parvo. Esse rancor só te faz mal. Se quiseres conversar procura-me estou disponível.".

quarta-feira, junho 10, 2009

True...


Conheceram-se quando estudaram juntos, uns anos depois ela mudou de cidade e a relação que tinham passou a ser vivida através de cartas e de telefonemas.
300 e muitos quilómetros era o que os separava, mas dia para dia era cada vez mais difícil se manterem afastados. Ele surpreendia-a muitas vezes e apanhava o primeiro comboio da manhã e ia espera-la à porta de casa antes de ela ir para a faculdade. Durante dois dias conseguiam esquecer que viviam vidas separadas.
Durante dois anos viveram uma vida dividida entre Coimbra e Braga, foram muitas as lágrimas nos momentos de partida, foram muitas as viagens feitas com vontade de acabar de vez com aquela separação. Mas não havia muito a fazer, foram obrigados a esse afastamento e tinham que saber viver da melhor maneira.
Ele confiava nela cegamente, acreditava que ela era realmente uma pedra precioso e tudo o fazia crer que era a pessoa para viver o "sempre" com ele. Mas de um momento para o outro percebeu que talvez não fosse bem assim, recebeu um telefonema anónimo a dizer-lhe que ela andava a sair com um homem casado, com quem mantinha uma relação já alguns meses. Foi a gota de agua, num momento estava tudo bem e no momento a seguir o chão tinha desabado. Gritou, chorou, rasgou todas as cartas que ela lhe tinha escrito, deitou fora todos os cd's e fotografias que tinham juntos. Ela implorou, jurou que não tinha sido nada importante, mas para ele todo aquela história fez com que ele perdesse o de mais importante havia entre eles, a confiança.
Durante dois longos anos, ele pensou nela e na história que tinham vivido, das loucuras que tinham feito juntos e das viagens que fez para estar com ela. Ele continuava amigo da irmã dela que insistia para que ele a esquecesse, que a história deles há muito tinha terminado. Mas no fundo, ele ainda vi-a alguma esperança, mesmo depois de ela o ter magoado tanto.
Durante dois anos, não conheceu ninguém, viveu para si e para o seu amor platónico. Durante dois anos, recusou sair com amigas dos seus amigos porque não se sentia capaz de voltar a amar, acreditando mesmo que um dia iria voltar para ela.
Dois anos se passaram, e a noticia chegou através da irmã dela. Caiu que nem uma bomba, mais uma vez ele perdeu o chão, voltou a gritar, a não crer que seria possível desiludir-se mais com ela...mas enganou-se e desta vez era mesmo definitivo, tinha que a esquecer. Afinal a relação com o tal homem casado, tinha dado frutos, uma gravidez indesejada.
Ela continuava a viver a sua vida, e mesmo quando se deslocava à cidade dele recusava ligar-lhe, sabia que seria pior para ambos, mas com a noticia da gravidez ela precisou dele.
Estaria ele disponível para ela ?

terça-feira, junho 09, 2009

Bem me Quer...



Para mim um homem tem que me seduzir pelo seu charme, pela sua postura, pela forma discreta que seduz e pela paciência com que luta e insiste na conquista.
Tem que ser capaz de me seduzir sem que meio mundo perceba, tem que ser capaz de me fazer crer que sou única no mundo e que tudo o que já viveu é passado, tem que me fazer criar castelos encantados e sonhar.
Tem que saber seduzir os meus amigos e ser o maior cavalheiro do mundo e arredores, tem que saber que ordinarices e comparações com ex não é delicado. Perguntas só as de circunstancia, tudo o que possa suar a intimo não deve ser questionado.
A sedução é meio caminho para uma paixão, sem estes ingredientes dificilmente alguém se apaixona. Mas a sedução não é para todos, há quem prefira ultrapassar essa etapa e depois cai no ridículo.
Não é preciso ser o ultimo romântico dos românticos, mas há detalhes que não podem ser esquecidos. Eu sei que quando se está "caidinho" por alguém, só conseguimos olhar para a pessoa, mas há que tentar ser discreto e tentar através da nossa inteligência captar a atenção do alvo, sem que sejam precisas técnicas baixas e mais que directas.
O maravilhoso mundo da sedução começa quando conseguimos captar a atenção da pessoa que pretendemos. O prazer dos jogos de sedução está ai mesmo, em criar interesse no outro, e ser ele a procurar e ao memo tempo fazer com que responda à nossa sedução.
E é tão bom seduzir e ser seduzido!

segunda-feira, junho 08, 2009

Silêncios...


Podia ter ficado por lá, no meio daquele silêncio, daquela paz única, onde parece que o tempo parou e onde tudo perdura como quando foi construído.
Necessitei desligar e por momentos fechar os olhos e guardar aquele silêncio só para mim. Precisei desligar de todos para guardar o que de bom estava a viver.
Foram dias de muitas surpresas, boas e más...mas as boas superaram as más com toda a certeza...apaguei o que não vale a pena e guardei os bons momentos. Os Silêncios guardei-os numa caixinha para quando precisar deles!

sábado, junho 06, 2009

Sons de Sábado...

O eterno "Se"...





"...Sei lá, o que te dá
Não quer meu calor
São Jorge, por favor
Me empresta o dragão
Mais fácil aprender
Japonês em braile
Do que você decidir
Se dá ou não..."


Djavan é uma das vozes da MPB que mais adoro...é doce, envolvente e canta o amor como ninguém!
Esta é uma das músicas que mais AMO dele...e sei que há uma borboleta na blogoesfera que também...aqui fica uma beijoca especial para ela *

sexta-feira, junho 05, 2009

Eu gosto de histórias...


Eu gosto de ouvir e de saber histórias dos outros, gosto que me contem com detalhes o que viveram e o que sentiram. Gosto de saber, para assim puder conhecer melhor os que me estão perto. Gosto de saber qual o melhor viagem que fizeram, onde é que gostariam de estar daqui a 20 anos e o que sonham ser quando forem "grandes"!
Gosto de saber detalhes que poucos sabem, adoro que me contem segredos e gosto de saber histórias do passado dos outros. Gosto!
Adoro mexer no baú das recordações e encontrar postais que me foram escritos há mais de 10 anos e que continuam tão actuais como no dia que as pessoas escreveram, adoro saber que há amizades que perduram e com os anos continuam a ser elas a minha fonte de inspiração.
Adoro ouvir histórias simples, daquelas que não tem muitos aflorados, gosto de saber detalhes que normalmente são esquecidos, porque às vezes o tempo para contarem é pouco. Gosto que me contem histórias da minha infância, e que façam viajar no tempo. Gosto de saber que em miúda adorava sapatos de verniz e que era valente com os rapazes, que adorava carioca de limão e que apanhei a minha primeira bebedeira aos 4 anos de idade numa passagem de ano, depois de roubar os copos de champanhe dos adultos sem que ninguém tenha dado por nada.
Gosto de histórias felizes, de aventuras e gargalhadas! Gosto porque gosto!

quinta-feira, junho 04, 2009

Neverland...


"So come with me, where dreams are born, and time is never planned. Just think of happy things, and your heart will fly on wings, forever, in Never Never Land!"
Peter Pan



Eu tenho uma amizade com o Peter pan, sim tenho. Tenho uma amizade que acredita que o corpo é que cresce porque a nossa mente se mantem criança para sempre. Tenho uma amizade que com o passar dos anos amadurece mas continua a ser divertida, saltitona e muito aventureira. Vivo lado a lado com "um" Peter Pan que nos brinda constantemente com as suas risadas e os seus desejos de voltar a ser criança.
Esta minha amizade já é adulta, está prestes a completar 13 anos de vida e dia para dia é bonito vê-la crescer e tornar-se muito mais do que uma simples amizade. Ela é, e sempre será um dos bens mais preciosos da minha vida.
"Hoje é apenas o começo de um novo dia..." !

quarta-feira, junho 03, 2009

Tempo de “dormência”...


(...)
Estava deitada no sofá a saborear o tal vinho que não conhecia, quando tocaram à porta. Pousou o copo no chão e apressou-se para ir abrir. Espreitou pelo óculo da porta e questionou quem era:
- Florista!
- Mas eu não pedi flores nenhumas, deve haver engano! - Respondeu ela
- Este é o 6º Direito? - Perguntou a voz do outro lado da porta
- Sim é!
- Então são para a senhora... tenho indicação para insistir mesmo que não as queira receber...
- ...que seja! - disse ela!
Abriu a porta contrariada, tinha sempre algum receio de abrir a porta a estranhos, ainda para mais nos dias de hoje pela quantidade de histórias que tem ouvido.
Espantada olhou para o rapaz, e de imediato questionou-o de quem lhe tinha enviado as flores, o rapaz meio atrapalhado explicou-lhe que a pessoa fez o pedido por email e que não vinham dados pessoais.
Intrigada agarrou nas flores, e despediu-se simpaticamente do rapaz.
Foi até a cozinha e meteu as flores em agua. Pouso-as na sala e continuava a matutar sobre todo aquele mistério, primeiro o vinho, depois a sms e agora as flores.
- Mas quem será? Não percebo...não percebo!
Questionava-se enquanto redopiava pela sala e olhava para as flores, teria que ser alguém que a conhecia bem, poucas pessoas sabiam da sua paixão por peonias, e não tinham sido enviadas por um acaso, porque este tipo de flor não se encontra em qualquer lado...e isso ainda a fez ficar mais curiosa de quem estaria a brincar com ela.
O telefone tocou e por momentos esqueceu-se das flores, outra sms " Provavelmente deve estar a questionar quem enviou as peonias, e faz muito bem pois são realmente lindas".
- Mas que coisa, que são lindas sei que que são, mas quem é que me está a querer deixar curiosa, quem?
Sempre com o telemóvel na mão, decidiu responder à sms que tinha recebido "As peonias são lindas, o vinho maravilhoso as sms's irritantes"!
Pensou muito bem antes de enviar, pois estaria a dar importância à situação...mas tudo aquilo não podia passar-lhe ao lado, por isso decidiu enviar.
Ficou com o telemóvel na mão à espera da resposta, passaram alguns minutos e ela cada vez mais ansiosa pela resposta que tardava em chegar!
- Vá, toca...toca...aiiiii que raiiivaa!
E nada, a sms não havia maneira de chegar.
Decidiu ir preparar o jantar visto a sua barriga já começar a dar sinais de algum apetite. Rumou até à cozinha, aumentou o som da música na sala e lá foi ela em busca do jantar perfeito.
Tirou uns legumes frescos do frigorífico, e preparou-se para os começar a arranjar. Colocou o avental e abriu a janela da cozinha para entrar o ventinho quente que se fazia sentir naquela noite.
O telemóvel começou a tocar, e deixou cair tudo como estava e foi à sala buscar o telefone.
- oláááá, seja bem aparecida?
- Beatriz?
- Claro quem mais seria? Que é feito de ti?
- Tudo bem, tudo normal...cansada como o costume...
- Estas chateada? Pareces-me preocupada.
- Nada de mais...as coisas do costume...olha tenho que desligar tenho uma chamada do meu irmão em espera e tenho medo que seja do hospital...depois ligo-te com mais calma!
Desligou a chamada, e voltou para a cozinha, chateada porque a sms não chegava. Mas porquê? E começou a pensar para os seus botões..." ...há pessoas que lhes dá gosto fazerem os outros sofrer, e eu sei que seja lá quem está a fazer isto está a adorar, porque sabe que sou impaciente e detesto ficar pendurada!"
E a dúvida permaneceu!

terça-feira, junho 02, 2009

Ora esta...

Depois de uma semana cheia de calor, em que já pudemos pôr os nosso pezinhos ao ar, e vestir aquelas roupas fresquinhas fresquinhas, ir para a esplanada até de madrugada, abrir as janelas de casa sem ter que ligar o aquecedor...eis que...no fim de semana que a malta combinou ir para um fim de semana hiper radical, ameaça chover lá para os lados de Castelo Branco...ohhh senhooooriis, pleasseeee a meteorologia deve ter falhado mais uma vez as suas previsões...só pode! Só pode!

A vida é um Carrossel...



Um carrossel com muitas voltas e muitos altos e baixos, questiono-me muitas vezes das escolhas que fiz na vida, do curso que decidi tirar, das escolhas profissionais e do vivi e o que deixei de viver em algumas fases da minha vida.

Muito pouca coisa mudaria, talvez tivesse estudado mais, talvez se pudesse tinha dado mais de mim em alguns locais onde trabalhei, muito provavelmente não teria confiado tanto como confiei. Talvez...suposições do que já passou e não volta.

Com a experiência de vida, ganhamos uma perspectiva do que já vivemos e do que escolhemos para nós de uma maneira completamente diferente.

Hoje se pudesse tinha com toda a certeza optado por tirar um curso de design e fotografia, tentar conciliar as coisas era a minha grande paixão. Mas acredito que um dia irei tornar esse sonho no meu ganha pão...eu acredito que sim! Não custa sonhar, e eu sonho...sonho muito porque já dizia o poeta "o sonho comanda a vida..." e comanda mesmo. Se não sonharmos o que nos faz levantar todos os dias, e nos faz esperar pelas tão desejadas férias.

Quando conheço uma pessoa normalmente uma das primeiras perguntas que faço é se são felizes com a profissão que escolheram e se sentem que são seres humanos realizados...felizmente tenho ouvido as mais variadas respostas...mas a verdade é que do meu grupo de amigos tenho infelizmente muitas pessoas que não estão a trabalhar nas áreas onde tiveram formação e acaba por ser muito triste...porque se estudou, se investiu tempo para passar uma vida a fazer-se aquilo que não se gosta.

Mas também há aqueles casos, que se opta por não se trabalhar na área que se tem formação ( moiii) para ganhar outras coisas da vida, mais estabilidade financeira, mais tempo, e muita qualidade de vida. É claro que há dias que bate uma saudade interminável, mas nessas alturas e falo por experiência própria penso naquilo que ganhei e naquilo que perdi. Sinto muitas saudades dos olhares cúmplices e das risadas no trabalho, mas há outras compensações na vida que infelizmente só obtive fazendo o carrossel dar uma volta no sentido contrario.

Mas eu sonho, e acredito que o meu dia vai chegar, o dia de todos vai chegar...não pudemos é cruzar os braços e ficar à espera que milagres aconteçam, porque isso não acontece mesmo. Lutar pelo que se quer, por aquilo que se sonha e não esquecer de comprar a ficha para conseguir entrar no carrossel na hora certa.

E eu vou conseguir entrar no carrossel...

segunda-feira, junho 01, 2009

Vida Alheia...


Questiono-me muitas vezes porque é que as pessoas se interessam mais pelas desgraças dos outros do que com as alegrias?
É verdade...se não vejamos...quando há um acidente nas estradas é ver toda a gente a reduzir a velocidade ( se não mesmo a parar) para ver a situação, já viram alguém parar o carro para verem dois apaixonados a beijarem-se ou a casarem?
As revistas cor de rosas já provaram que vendem mais com as desgraças das estrelas do que com a sua felicidade...o que vende é o drama de faca e alguidar não é os casamentos e os filhos.
Quantas vezes deram por vocês com vontade de ligar à pessoa x e y porque souberam que tem um problema de saúde ou está em fase de divorcio? E quando essa pessoa é promovida ou anunciou que vai viver com o namorado, a vossa vontade é nem um telefonema fazer.
Será que a felicidade alheia incomoda mesmo o ser humano? Será ?

Recentemente ouvi uma conversa e fiquei a matutar sobre:

Ele: A mulher do Guilherme está gravida?
Ela: ohh que bom p'ra eles ( com sarcasmo!)!
Ele: Por acaso é, eles queriam tanto engravidar..
Ela: Mas não é "eles queriam" é ela queria...engravidar só engravida ela e não ele... (ruída de inveja!)!
Ele: Ohhh não sejas assim, engravidaram é maneira de falar...
Ela: Olha que sejam muito felizes...longe!
Ele: Às vezes não te percebo...a sério que não...gostas tanto de crianças e depois tens esta reacção...ridícula!
Ela: Sabe-se lá porque!


Ouvi e registei...realmente há pessoas que tudo o que lhes rodeia lhes mete uma certa comichão...há pessoas que tentam a todo esforço imitar a vida alheia. Uma amiga recentemente revelou-me que tem uma familiar que é assim, que imita tudo e mais alguma coisa, quando ela engravidou a dita quis porque quis engravidar ao mesmo tempo, quando se soube que a minha amiga ia ter um rapaz a familiar desta ficou triste porque ia ter uma menina. Depois vieram os carros e as viagens...o que a minha amiga comprasse a outra comprava. Os filhos foram para o infantario e lá foi a dita colocar os miudos no mesmo local que a minha amiga, o marido ofereceu-lhe uma mala da Carolina Herrera no natal a outra teve que ter uma igualzinha, a minha amiga programou ir passar o ano novo a Veneza lá foi a outra atras...ohhhhh pesadelo...
Nem era preciso ir ter com a minha amiga para saber as novidades porque a outra era a vida espelhada da minha amiga em dosse dupla.
Confesso que a mim me mete um pouco confusão este tipo de pessoas, pois parece que não tem personalidade própria e que precisam da vida alheia para se sentirem vivas. Ridículas!