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domingo, fevereiro 27, 2011
Long Day...
...
Passaram poucos minutos e Inês foi ao seu encontro.
- Leonor, ainda bem que vieste, está tudo bem?
-Sim, mais um dia daqueles para esquecer...a anormalidade de sempre lá no trabalho... - Disse Leonor
- Então? Mas a pressão continua? - Questionou Inês
- Cada vez mais e pior!
- Então? Qual foi a última?
- São tantas...a mais recente, foi pedirem-me quase todos os dias, relatórios sempre à hora de almoço e dizem sempre que é urgente.
- E será que é?
- Claro que não, eles todos os dias vão tranquilamente almoçar, e quando regressam entrego o relatório e eles deixam-nos em cima da mesa...achas que é urgente?
- Bem, com essa atitude parece-me que não...
-Estou a chegar ao meu limite a sério que estou...
-Mas já pensaste seriamente em sair?
- Já claro que sim, mas está muita coisa em jogo e eu não lhes quero dar esse prazer.
- Acho que não deves desistir da tua felicidade, e infelizmente as pessoas por vezes dão demasiada importância ao trabalho...eu sei que é ele que nos sustenta, mas a vida é mais que isso...
- Eu sei que sim, e faço um esforço para pensar nisso todos os dias.
Inês acabou de se arranjar e as duas continuaram a conversar.
- E se fossemos dar uma volta ? Pensei em irmos até Belém dar uma passeio junto ao rio e depois logo se vê...
- Alinho...é claro que alinhado...mas posso convidar uma pessoa para se juntar a nós?
- "uma pessoa"??? quem? quem? conta-me tudo...
Leonor agarrou no telemóvel e começou a enviar uma sms.
- Conta-me tudo Nô quero saber...tudo!
- Não há nada para contar...é um velho amigo que conheci nos tempos de Erasmus em Londres que está cá em trabalho, nada mais.
- Não me digas? É o tal Owen? aquele Owen??
- Sim, o Owen...esse mesmo...
- E já estiveram juntos?
- Não, ele chegou hoje de manhã, convidou-me para almoçar mas com todo aquele stress lá no trabalho, tive que o despachar.
-E ele vem cá ter?
- Não sei, espero que sim...
- É casado? tem filhos?
- Aiiii tanta pergunta Inês...
- vá conta lá...
- Daquilo que sei e que li na net...
-...o quê? andaste a investiga-lo no facebook...aiiiiii que isso está mais sério do que eu pensava..
- Não estejas já a sonhar...andei sim, porque nos reencontramos através do facebook...perdemos contacto durante muitos anos e por coincidencia atráves da minha Audrey encontrei-o...
- Mas vocês já não estão juntos há quanto tempo?
- Há cerca de 6 anos, quando estivemos na conferencia em Edimburgo, a Audrey foi a organizadora e fui a convite dela...eu cheguei a contar-te, não te lembras ?
- Sim, vagamente... acabaste por jantar com ele não foi?
- Exactamente, mas depois ele acabou por ter que regressar mais cedo a Londres, porque a mãe tinha tido um problema de saúde...
E assim continuaram elas animadas a conversar enquanto caminhavam em direcção ao carro de Leonor.
- Acho que recebeste uma mensagem...vê, vê...pode ser ele.
- É ele sim...
- Conta-me o que diz...
- Deixa-me ler...
-Simmmmmmm....
- Calma...calma...estás mais ansiosa que eu!
-Ahhhhh então estás mesmo ansiosa...?!?!?
- Eu? Não...nada...
sábado, fevereiro 26, 2011
infusão...
Entrei, sentei-me na mesa mais ao canto e pousei o livro de notas. Pedi um chá verde e jasmim, despi o cascol e as luvas e respirei fundo.
O tilintar da porta chamou-me à atenção para um homem bem apresentado, que transmitia um ar sereno. Numa das mãos uns óculos de ver e na outra agarrava o "Ontem Não Te Vi Em Babilónia" de António Lobo Antunes, logo ai fiquei fascinada, não o considerasse eu um dos homens mais inteligentes e sábios da escrita.
Sentou-se numa das mesas viradas para a rua no outro extremo da sala e de costas para mim. Não podia analisar mais profundamente aquele homem que tanta curiosidade me tinha despertado.
O empregado trouxe o chá, questionei onde era o WC, e por breves segundo pensei se deveria ou não ir, já que tinha que passar pelo homem mistério, mas a adrenalina fez-me levantar de imediato e ir.
Ao passar ouvi-o a ler uma frase do livro em voz alta, não percebi muito bem, e por breves segundos julguei que estivesse a falar comigo. No regresso à minha mesa e ao meu chá, tive curiosidade de ver melhor o seu rosto.
Incomodado com um olhar estranho, olhou para mim e disse-me : " Sabe que os verdadeiros apreciadores de chá, só bebem de infusão?", perplexa com aquelas palavras, acenei com a cabeça e ele continuava a divagar "...é a mesma coisa que um apreciador de um bom bife ser obrigado a comer um fast food..há coisas que são únicas"!
Fiquei ali de olhar arregalado e a escutar aquele homem que tanto tinha para contar e tanto para me fazer aprender...
domingo, abril 04, 2010
segunda-feira, novembro 09, 2009
Long Day...
Entrou no prédio, apanhou o elevador até ao quarto andar. A porta da entrada estava semi-aberta. Bateu à porta e ninguém respondeu. Decidiu entrar, numa das paredes estava colado um post it que dizia "entra, descalça-te e põe-te à vontade...já irei ter contigo". Ela fez o que o recado mandava, tirou os sapatos altos de verniz pretos, aumentou o som da música e sentou-se confortavelmente no sofá da sala enquanto tentava apagar da memória o dia difícil que tinha passado.
Serviu-se do chá que estava no bule, deliciou-se com uma "areia" que estava delicadamente num prato redondo. Cruzou as pernas e respirou fundo. Estava pronta para mais uma noite. (...)
sexta-feira, outubro 30, 2009
António e Mario...
Ontem mais uma pequena entrevista com Sr. Lobo Antunes na SicNoticias...Mário Crespo (um fan de Lobo Antunes) conduziu magistralmente a entrevista...apeteceu ouvir mais...muito mais!! Deliciosa!
sexta-feira, outubro 23, 2009
António...
A entrevista que António Lobo Antunes deu ontem à Judite Sousa na Rtp, soube a pouco. Eu e o J. deliciamo-nos com as palavras do SENHOR da escrita que tem um dom de saber expressar como ninguém os seus pensamentos.
Fiquei deliciada com os trocadilhos que usou para se expressar e a maneira como a Judite o deixou divagar nos seus pensamentos, e na demonstração dos seus sentimentos.
Foi sem dúvida, uma das melhores entrevista que vi nos últimos tempos.
(Video)
segunda-feira, agosto 03, 2009
terça-feira, junho 30, 2009

O verão trás com ele o calor, o sol, as peles bronzeadas e os bikinis cada vez mais pequenos. Verão que se preze obriga-nos a já estarmos morenas ainda o mês de Agosto não começou, obriga-nos a usarmos as sandaluchas mais frescas que temos no armário, a tirar as saias mais leves e os tops que compramos especialmente para o calor.
Mas há pessoas que não se dão bem com o sol, umas por alergias e outras porque não gostam do ritual de ficar especado ao sol feito caracol. E aos olhos dos outros, essas pessoas não são normais, é verdade. Existe sempre uma pergunta que é comum a todas essas pessoas "...mas porque é que não gostas de sol ? não compreendo...há lá coisa melhor que o sol ?!"
Eu confesso adoro sol, adoro a energia que o sol nos passa e o ritual de estar entre amigos na praia. Mas não me aguento o dia todo ao sol. Gosto de ter o meu chapelinho de sol e estar descansadinha à sombra a ler um belo livro enquanto os outros se divertem ao sol.
Confesso que não era capaz de viver longe do sol, não me imagino a viver numa Suécia, onde o sol não é predominante nas suas estações do ano.
Adoro o sol, adoro o verão mas também confesso que no final de Agosto já me sabe bem vestir um casaco quente e usar sapatos fechados.
quinta-feira, junho 25, 2009
Fugas Descaradas...

Era considerada por todos uma mulher simpática, inteligente mas reservada. Não se dava logo quando conhecia alguém, para ela a confiança era algo que tinha que ser conquistado e alimentado, caso contrario não os considerava amigos.
Para sua casa só convidava pessoas que eram realmente amigas, e por vezes isso provocava alguns conflitos com os amigos porque lhe diziam que ela tinha que mudar, que assim não conseguiria fazer novas amizades. E ela com ar de pouco preocupada dizia-lhes sempre o mesmo «tenho-vos não preciso de mais ninguém...já me bastam vocês para me atormentarem o juízo...».
Tinha dito algumas desilusões nos últimos anos e por esse facto acabou por se tornar mais reservada. Fazia questão em não recordar as histórias passadas e evitava cruzar-se com as pessoas que considerava estar na sua lista negra.
Em miúda tinha a mania de mudar de passeio, quando se cruzava com alguém que não queria cumprimentar, agora já adulta usava a técnica do chapéu de chuva ( quando chovia) e dos óculos de sol.
O seu querido chapéu de chuva já lhe tinha safado de alguns situações desagradáveis, ex-namorados rodeados dos filhos, amigas que a traíram, casos mal resolvidos. Para todas essas situações tinha sempre o seu chapéu que evitava sempre o contacto visual, baixando a cabeça sempre que havia uma situação perigosa por perto.
Num desses episódios, encontrava-se Júlia, uma amiga de infância de Ana. Júlia ficou espantada com o jeito para fingir que não conhecia as pessoas por quem passava.
- Tu és incrível, finges com uma subtileza incrível. - sussurrou-lhe a amiga
- Ahhh? Estás a falar de quê ? Não estou a perceber - Fazendo-se de parva
- Ohhh que ingénua que você é...eu vi o Francisco a passar com os filhos e tu também viste...
- Qual Francisco ? Não me escondi de ninguém...
- Ainda sentes alguma coisa por ele ? Aiii não posso...tu ainda ficas mexida quando o vês!
- Cala-te, és ridícula... eu com saudades daquele anormal...pleasse...era o que mais me faltava! Podemos continuar ? Não quero chegar atrasada ao almoço.
Ana vivia frequentemente episódios deste género, os amigos chamavam-na à razão e ela sempre a desmentir. Já fazia parte do seu dia a dia. Cruzava-se infelizmente com muita frequência com algumas personagens da sua vida passada que preferia evitar.
Um dos episódios mais caricatos foi passado com um amigo especial com quem andava a sair. Depois de terem passado a noite juntos, foram tomar o pequeno-almoço a um café perto da casa dela. Ao entrarem Ana afastou-se do rapaz e foi cumprimentar um casal:
- Olá Ana, está tudo bem ? - Perguntou uma senhora
- Está tudo bem obrigado e com os senhores ? - Questionou educadamente Ana
- Estamos óptimos...felizmente! Então namorado novo?
- Não, é apenas um colega de trabalho! - Mentiu descaradamente, tentado fugir da situação.
A conversa foi de circunstancia e ela despediu-se formalmente dos senhores e voltou para a mesa onde o rapaz a esperava.
- Então alguém conhecido ?
- Sim! - respondeu friamente
- Parecem simpáticos!
-São.
- Estás a esconder alguma coisa ?
- Não, eram os pais do Manel...
- Manuel ? Aquele Manel...com quem estiveste noiva ?
- Sim...
-Ahhhh bonito...é sempre bom encontrarmos os ex-sogros!
É claro que tanto para ele como para ela o pequeno-almoço já não foi saboreado da mesma maneira. Apressaram-se para sair dali o mais rapidamente possível, sem falar mais do assunto.
Naquele instante só teve vontade de ter o seu chapéu de chuva para se esconder.
«As vezes só me apetecia ir viver para a província e assim evitar estas cenas» falou para si em voz alta depois de se ter despedido do amigo.
Estava a tentar entrar no prédio quando foi surpreendida com uma voz que lhe era familiar atrás de si. Não podia ser a pessoa que estava a imaginar, não podia mesmo. Antes de se virar fechou os olhos e não quis visualizar aquela pessoa. Mas talvez estivesse enganada.
terça-feira, junho 23, 2009
Desafio...

Muitos foram os emails e os comentários a pedir para dar "voz" à criatividade dos leitores(as) e por isso aqui vai...! O desafio é o seguinte...escolham a histórias que mais vos cativou e escrevam a continuação das mesmas. Atenção que há historias que tem sido continuadas por mim mas tem títulos diferentes ( os nomes das personagens mantém-se iguais por isso é fácil identificar!)!
Podem enviar a continuação da história por email, ( que se encontra publicitado no fim do blog) publicarei as vossas histórias e posteriormente vou escolher a minha preferida e dar seguimento à história. Por isso façam favor de deixar a história em aberto, de modo a que eu possa continuar! Quanto a deadlines, para as histórias que já foram publicadas há mais de uma semana, o envio é até 6ª feira, mas historias que foram ou vão ser publicadas esta semana, podem ser enviadas até dia 3 de Julho!
Enjoy!
sexta-feira, junho 19, 2009
O jogo...

- Gostava de te olhar nos olhos e conseguir seriamente ler o que por ai vai, sem ter que me justificar e sem ter que "bater à porta" antes de entrar. Gostava de saber o que sentes e o que pensas quando te rejeito, e quando te mando embora. Quando te digo coisas feias e te faço ficar irritado. Gostava de perceber seriamente quem tu és quando eu te deixo realmente fulo. Sem máscaras e sem esconder verdadeiramente quem és. Quer queiras quer não, todos nos escondemos e todos nos controlamos para não sairmos dos carris e para não fazermos má figurante perante o outro. Não és diferente...pois não és mesmo, nem tu nem eu. Revela-te, mostra-me o teu verdadeiro sim, nos momentos bons e maus. Eu preciso saber realmente quem tu és.
- Queres mesmo entrar nesse jogo ?
- É claro que quero, preciso mesmo descobrir-te para te deixar entrar.
- Prometo que vou fazer tudo por tudo para não me controlar, e com o tempo vais descobrir um novo eu!
- Prometes ?
- Está prometido, mas depois não digas que não te avisei que o jogo era perigoso!
- Estou disposta a arriscar!
- Lanças tu os dados ou lanço eu ?
- Tu!
- Estão lançamos!
quinta-feira, junho 18, 2009
Ser o que não se é...

Sentou-se numa das pedras que por ali haviam...quis afastar-se de todos e por segundo ter o seu momento. O momento em que reflectia sobre a sua vida, e sobre aqueles que estavam ao seu lado nos momentos realmente importantes.
Começou por fazer uma lista de pessoas que estavam constantemente ao seu lado, que nunca desistiam dela, que iam até ao fim do mundo por ela. Depois colocou em outra lista aqueles com que tinha dúvidas que fariam algo grandioso por si caso fosse necessário. Na terceira lista apareceram aquelas que sabia que muito dificilmente se levantariam da cama para a ajudar se fosse preciso.
Nunca se tinha dado ao trabalho de reflectir realmente sobre as pessoas que considerava amigas. Para ela todos os que lhe eram familiares ela considerava amigos. Acreditava que as pessoas eram todas honestas e fieis até lhe provarem o contrario. Custava-lhe superar maldades de amigos, e isso fazia com que com o passar dos anos fosse considerada pelos outros como negativa.
Aquele tinha sido o momento em que tinha reflectido profundamente sobre si, e sobre os seus erros enquanto amiga, namorada, filha, irmã, profissional. Foi o momento em que deu por si a reviver momentos já arrumados há muito nas gavetas, mas que afinal não estavam assim tão arrumados.
Numa discussão recente com uma colega ouviu um "és uma infeliz, e queres passar a imagem de uma mulher segura que não és..." e de repente todas as certezas daquilo que era e que mostrava aos outros, podia não ser o seu verdadeiro "eu".
Teria ela vivido quase 34 anos com uma mascara e com uma personalidade na qual agora questionava ?
Aumentou o som da musica do ipod e respirou fundo. Concordou que haviam alguns comportamentos que tinha que mudar, não exigir tanto dos outros e não cobrar, seria meio caminho para evitar determinados atritos que por vezes se revelavam sem importância aos olhos dos outros.
Decidiu que iria deixar de cobrar dos outros, e viver mais para si própria. Decidiu que aquele era o momento da mudança, de procurar aquilo e aqueles que a faziam realmente feliz e não alimentar amizades que não lhe faziam bem.
Desligou a música, retirou o óculos de sol e o vestido de alças que tinha e mergulho nas águas frias que tinha em frente a ela.
sexta-feira, junho 12, 2009
Ser o que já não se é...

Há coisas que nunca se deviam perder com o passar dos anos. Na infância tudo nos é permitido, ( ou quase tudo) podemos gritar, saltar, desenhar corações e nuvens, calçar sapatos de verniz e meias às bolas sem que ninguém nos julgue. Podemos fazer birras quando alguém nos chateia e sermos logo perdoados, temos sempre desculpa quando não queremos comer e quando não nos apetece vestir determinada roupa. Ser criança permite-nos viver sem medo de sermos julgados pelos outros, permite que sejamos nós próprios sem ligarmos às aparências.
Podemos passar horas e horas a brincar com o mesmo brinquedo, e a desenhar com lápis de cor ou de cera sem sermos chamados a atenção que não estamos a "produzir" o suficiente.
Enquanto crianças gozamos o verão como ninguém, são meses e meses de alegria, de brincadeiras e de novas amizades. Chegando mesmo a ansiar pelo regresso à escola.
Quem não se importava de voltar a ser criança, nem que fosse só por um dia?
quarta-feira, junho 10, 2009
True...

Conheceram-se quando estudaram juntos, uns anos depois ela mudou de cidade e a relação que tinham passou a ser vivida através de cartas e de telefonemas.
300 e muitos quilómetros era o que os separava, mas dia para dia era cada vez mais difícil se manterem afastados. Ele surpreendia-a muitas vezes e apanhava o primeiro comboio da manhã e ia espera-la à porta de casa antes de ela ir para a faculdade. Durante dois dias conseguiam esquecer que viviam vidas separadas.
Durante dois anos viveram uma vida dividida entre Coimbra e Braga, foram muitas as lágrimas nos momentos de partida, foram muitas as viagens feitas com vontade de acabar de vez com aquela separação. Mas não havia muito a fazer, foram obrigados a esse afastamento e tinham que saber viver da melhor maneira.
Ele confiava nela cegamente, acreditava que ela era realmente uma pedra precioso e tudo o fazia crer que era a pessoa para viver o "sempre" com ele. Mas de um momento para o outro percebeu que talvez não fosse bem assim, recebeu um telefonema anónimo a dizer-lhe que ela andava a sair com um homem casado, com quem mantinha uma relação já alguns meses. Foi a gota de agua, num momento estava tudo bem e no momento a seguir o chão tinha desabado. Gritou, chorou, rasgou todas as cartas que ela lhe tinha escrito, deitou fora todos os cd's e fotografias que tinham juntos. Ela implorou, jurou que não tinha sido nada importante, mas para ele todo aquela história fez com que ele perdesse o de mais importante havia entre eles, a confiança.
Durante dois longos anos, ele pensou nela e na história que tinham vivido, das loucuras que tinham feito juntos e das viagens que fez para estar com ela. Ele continuava amigo da irmã dela que insistia para que ele a esquecesse, que a história deles há muito tinha terminado. Mas no fundo, ele ainda vi-a alguma esperança, mesmo depois de ela o ter magoado tanto.
Durante dois anos, não conheceu ninguém, viveu para si e para o seu amor platónico. Durante dois anos, recusou sair com amigas dos seus amigos porque não se sentia capaz de voltar a amar, acreditando mesmo que um dia iria voltar para ela.
Dois anos se passaram, e a noticia chegou através da irmã dela. Caiu que nem uma bomba, mais uma vez ele perdeu o chão, voltou a gritar, a não crer que seria possível desiludir-se mais com ela...mas enganou-se e desta vez era mesmo definitivo, tinha que a esquecer. Afinal a relação com o tal homem casado, tinha dado frutos, uma gravidez indesejada.
Ela continuava a viver a sua vida, e mesmo quando se deslocava à cidade dele recusava ligar-lhe, sabia que seria pior para ambos, mas com a noticia da gravidez ela precisou dele.
Estaria ele disponível para ela ?
terça-feira, junho 09, 2009
Bem me Quer...

Para mim um homem tem que me seduzir pelo seu charme, pela sua postura, pela forma discreta que seduz e pela paciência com que luta e insiste na conquista.
Tem que ser capaz de me seduzir sem que meio mundo perceba, tem que ser capaz de me fazer crer que sou única no mundo e que tudo o que já viveu é passado, tem que me fazer criar castelos encantados e sonhar.
Tem que saber seduzir os meus amigos e ser o maior cavalheiro do mundo e arredores, tem que saber que ordinarices e comparações com ex não é delicado. Perguntas só as de circunstancia, tudo o que possa suar a intimo não deve ser questionado.
Tem que ser capaz de me seduzir sem que meio mundo perceba, tem que ser capaz de me fazer crer que sou única no mundo e que tudo o que já viveu é passado, tem que me fazer criar castelos encantados e sonhar.
Tem que saber seduzir os meus amigos e ser o maior cavalheiro do mundo e arredores, tem que saber que ordinarices e comparações com ex não é delicado. Perguntas só as de circunstancia, tudo o que possa suar a intimo não deve ser questionado.
A sedução é meio caminho para uma paixão, sem estes ingredientes dificilmente alguém se apaixona. Mas a sedução não é para todos, há quem prefira ultrapassar essa etapa e depois cai no ridículo.
Não é preciso ser o ultimo romântico dos românticos, mas há detalhes que não podem ser esquecidos. Eu sei que quando se está "caidinho" por alguém, só conseguimos olhar para a pessoa, mas há que tentar ser discreto e tentar através da nossa inteligência captar a atenção do alvo, sem que sejam precisas técnicas baixas e mais que directas.
O maravilhoso mundo da sedução começa quando conseguimos captar a atenção da pessoa que pretendemos. O prazer dos jogos de sedução está ai mesmo, em criar interesse no outro, e ser ele a procurar e ao memo tempo fazer com que responda à nossa sedução.
E é tão bom seduzir e ser seduzido!
sexta-feira, junho 05, 2009
Eu gosto de histórias...

Eu gosto de ouvir e de saber histórias dos outros, gosto que me contem com detalhes o que viveram e o que sentiram. Gosto de saber, para assim puder conhecer melhor os que me estão perto. Gosto de saber qual o melhor viagem que fizeram, onde é que gostariam de estar daqui a 20 anos e o que sonham ser quando forem "grandes"!
Gosto de saber detalhes que poucos sabem, adoro que me contem segredos e gosto de saber histórias do passado dos outros. Gosto!
Adoro mexer no baú das recordações e encontrar postais que me foram escritos há mais de 10 anos e que continuam tão actuais como no dia que as pessoas escreveram, adoro saber que há amizades que perduram e com os anos continuam a ser elas a minha fonte de inspiração.
Adoro ouvir histórias simples, daquelas que não tem muitos aflorados, gosto de saber detalhes que normalmente são esquecidos, porque às vezes o tempo para contarem é pouco. Gosto que me contem histórias da minha infância, e que façam viajar no tempo. Gosto de saber que em miúda adorava sapatos de verniz e que era valente com os rapazes, que adorava carioca de limão e que apanhei a minha primeira bebedeira aos 4 anos de idade numa passagem de ano, depois de roubar os copos de champanhe dos adultos sem que ninguém tenha dado por nada.
Gosto de histórias felizes, de aventuras e gargalhadas! Gosto porque gosto!
quinta-feira, junho 04, 2009
Neverland...

"So come with me, where dreams are born, and time is never planned. Just think of happy things, and your heart will fly on wings, forever, in Never Never Land!"
Peter Pan
Eu tenho uma amizade com o Peter pan, sim tenho. Tenho uma amizade que acredita que o corpo é que cresce porque a nossa mente se mantem criança para sempre. Tenho uma amizade que com o passar dos anos amadurece mas continua a ser divertida, saltitona e muito aventureira. Vivo lado a lado com "um" Peter Pan que nos brinda constantemente com as suas risadas e os seus desejos de voltar a ser criança.
Esta minha amizade já é adulta, está prestes a completar 13 anos de vida e dia para dia é bonito vê-la crescer e tornar-se muito mais do que uma simples amizade. Ela é, e sempre será um dos bens mais preciosos da minha vida.
"Hoje é apenas o começo de um novo dia..." !
terça-feira, junho 02, 2009
A vida é um Carrossel...

Um carrossel com muitas voltas e muitos altos e baixos, questiono-me muitas vezes das escolhas que fiz na vida, do curso que decidi tirar, das escolhas profissionais e do vivi e o que deixei de viver em algumas fases da minha vida.
Muito pouca coisa mudaria, talvez tivesse estudado mais, talvez se pudesse tinha dado mais de mim em alguns locais onde trabalhei, muito provavelmente não teria confiado tanto como confiei. Talvez...suposições do que já passou e não volta.
Com a experiência de vida, ganhamos uma perspectiva do que já vivemos e do que escolhemos para nós de uma maneira completamente diferente.
Hoje se pudesse tinha com toda a certeza optado por tirar um curso de design e fotografia, tentar conciliar as coisas era a minha grande paixão. Mas acredito que um dia irei tornar esse sonho no meu ganha pão...eu acredito que sim! Não custa sonhar, e eu sonho...sonho muito porque já dizia o poeta "o sonho comanda a vida..." e comanda mesmo. Se não sonharmos o que nos faz levantar todos os dias, e nos faz esperar pelas tão desejadas férias.
Quando conheço uma pessoa normalmente uma das primeiras perguntas que faço é se são felizes com a profissão que escolheram e se sentem que são seres humanos realizados...felizmente tenho ouvido as mais variadas respostas...mas a verdade é que do meu grupo de amigos tenho infelizmente muitas pessoas que não estão a trabalhar nas áreas onde tiveram formação e acaba por ser muito triste...porque se estudou, se investiu tempo para passar uma vida a fazer-se aquilo que não se gosta.
Mas também há aqueles casos, que se opta por não se trabalhar na área que se tem formação ( moiii) para ganhar outras coisas da vida, mais estabilidade financeira, mais tempo, e muita qualidade de vida. É claro que há dias que bate uma saudade interminável, mas nessas alturas e falo por experiência própria penso naquilo que ganhei e naquilo que perdi. Sinto muitas saudades dos olhares cúmplices e das risadas no trabalho, mas há outras compensações na vida que infelizmente só obtive fazendo o carrossel dar uma volta no sentido contrario.
Mas eu sonho, e acredito que o meu dia vai chegar, o dia de todos vai chegar...não pudemos é cruzar os braços e ficar à espera que milagres aconteçam, porque isso não acontece mesmo. Lutar pelo que se quer, por aquilo que se sonha e não esquecer de comprar a ficha para conseguir entrar no carrossel na hora certa.
E eu vou conseguir entrar no carrossel...
segunda-feira, junho 01, 2009
Vida Alheia...

Questiono-me muitas vezes porque é que as pessoas se interessam mais pelas desgraças dos outros do que com as alegrias?
É verdade...se não vejamos...quando há um acidente nas estradas é ver toda a gente a reduzir a velocidade ( se não mesmo a parar) para ver a situação, já viram alguém parar o carro para verem dois apaixonados a beijarem-se ou a casarem?
As revistas cor de rosas já provaram que vendem mais com as desgraças das estrelas do que com a sua felicidade...o que vende é o drama de faca e alguidar não é os casamentos e os filhos.
Quantas vezes deram por vocês com vontade de ligar à pessoa x e y porque souberam que tem um problema de saúde ou está em fase de divorcio? E quando essa pessoa é promovida ou anunciou que vai viver com o namorado, a vossa vontade é nem um telefonema fazer.
Será que a felicidade alheia incomoda mesmo o ser humano? Será ?
Recentemente ouvi uma conversa e fiquei a matutar sobre:
Ele: A mulher do Guilherme está gravida?
Ela: ohh que bom p'ra eles ( com sarcasmo!)!
Ele: Por acaso é, eles queriam tanto engravidar..
Ela: Mas não é "eles queriam" é ela queria...engravidar só engravida ela e não ele... (ruída de inveja!)!
Ele: Ohhh não sejas assim, engravidaram é maneira de falar...
Ela: Olha que sejam muito felizes...longe!
Ele: Às vezes não te percebo...a sério que não...gostas tanto de crianças e depois tens esta reacção...ridícula!
Ela: Sabe-se lá porque!
Ouvi e registei...realmente há pessoas que tudo o que lhes rodeia lhes mete uma certa comichão...há pessoas que tentam a todo esforço imitar a vida alheia. Uma amiga recentemente revelou-me que tem uma familiar que é assim, que imita tudo e mais alguma coisa, quando ela engravidou a dita quis porque quis engravidar ao mesmo tempo, quando se soube que a minha amiga ia ter um rapaz a familiar desta ficou triste porque ia ter uma menina. Depois vieram os carros e as viagens...o que a minha amiga comprasse a outra comprava. Os filhos foram para o infantario e lá foi a dita colocar os miudos no mesmo local que a minha amiga, o marido ofereceu-lhe uma mala da Carolina Herrera no natal a outra teve que ter uma igualzinha, a minha amiga programou ir passar o ano novo a Veneza lá foi a outra atras...ohhhhh pesadelo...
Nem era preciso ir ter com a minha amiga para saber as novidades porque a outra era a vida espelhada da minha amiga em dosse dupla.
Confesso que a mim me mete um pouco confusão este tipo de pessoas, pois parece que não tem personalidade própria e que precisam da vida alheia para se sentirem vivas. Ridículas!
Confesso que a mim me mete um pouco confusão este tipo de pessoas, pois parece que não tem personalidade própria e que precisam da vida alheia para se sentirem vivas. Ridículas!
sexta-feira, maio 29, 2009
Voar para Casa...

Por muitas viagens que se faça, por muitos hotéis que se visitem e por muitos fins de semana românticos que tenhamos, não há nada como voltar para a nossa casa. Deitar nos nossos lençóis, tomar banho na nossa banheira, limpar-nos às nossas toalhas que tem o cheiro do amaciador que cuidadosamente escolhemos.
Não há nada como a nossa casa, termos o nosso espaço, podermos tomar banho às horas que queremos sem acordar ninguém, pudermos andar nus pela casa sem sermos surpreendidos, jantar à hora que bem nos apetece, e dormir até que o corpo nos diga que "já basta". Receber os nossos amigos, ficarmos a ver programas banais enquanto conversamos coisas também algumas banais. Rir às gargalhadas, partilharmos memórias e fazermos planos para os dias de sol que se aproximam.
É no dia a dia que nos sentimos mais independentes, mais soltos, é difícil mas sem dúvida que nos faz sentir mais nós! E é tão bom!
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