
Um destes dias eu e a minha querida sogra estávamos a cozinhar e ela confidenciou-me que uma conhecida nossa tinha terminado uma relação de dois anos. Questionei-a sobre a pessoa, e o que a tinha levado a terminar a relação, e segundo ela tinha havido conflitos entre o casal, chegando mesmo a ofensas verbais e a violência física. Estranhei a situação e questionei-a sobre o estado emocional da dita rapariga ao que ela me disse que estava a viver um dia de cada vez, mas que ainda gostava muito do ex.
Achei um pouco ridícula aquela situação, visto a minha sogra me ter revelado alguns "details" sobre o dito namorado, que ao fim de 2 anos de namoro recusava-se a conhecer a filha da namorada, que nunca a apresentava a familiares próximos, durante a semana nunca se encontravam e raramente falavam. Acrescentou-me ainda que ele não primava pela gentileza com ela, que muitas vezes ela se sentia um autentico lixo.
Perante tais revelações só pude dizer "...mas que bela auto-estima tem a Maria..." sim porque para mim tudo se resume a um problema de auto-estima.
E é aqui que eu me pergunto, quando é que se dá o clique e se percebe que é a altura de passar a borracha por cima de uma história? Quando é que percebemos que o outro não nos merece?
No passado vive algumas histórias destas e como todos, tive que aprender a lidar com estas situações e a passar a borracha, umas vezes mais rápido que outras.
Mas nem sempre se deu o tal clique, algumas vezes o factor "tempo" ajudou a apagar e a secar as lágrimas, mas houve casos que de um momento para o outro percebi e pensei para mim mesma "...este tipo não vale nada, porque é que me vou estar a lamentar?"
Deveria existir um manual de sobrevivência para o fim das relações, do tipo " 1º passo : pegar fogo a tudo o que lhe fizer lembrar o "defunto"; 2º passo: mudar de hábitos e rotinas, 3º passo: conhecer novas pessoas e mudar de visual..." acho que seria um bom principio para a "recuperação". Mas nem sempre existe o tal manual, e há que fazer de tudo para ultrapassar e enterrar de vez o tal defunto, porque o principal é aprender que em primeiro lugar estamos sempre nós e ninguém tem o direito de nós humilhar e nos fazer pedinchar por atenção.